domingo, 8 de junho de 2014

Cartões de Comunicação e a criança com TEA

Uma das principais características  da criança com TEA esta ligado aos prejuízos na fala e nas Interações sociais.
Segundo Tonny (2005) e Angel  a criança com TEA tem um prejuízo significativo nos comportamentos sociais  e na fala como ferramenta na interação com o outro.
Desta forma podemos destacar um recurso muito utilizado com as crianças com TEA que vem dando resultados significativos e proporcionado uma fala funcional assim como sua participação em atividades que fazem parte de uma rotina pré-estabelecida propondo a sua interação dentro dos diversos contextos.  
Cartões de comunicação.                          
São cartões coloridos que representam diversas categorias através de figuras, tais como: Sujeitos, substantivos, verbos, cumprimentos e diversos símbolos. Estes cartões vêm com a função de ampliar o repertório dessa criança assim como proporcionar uma participação dentro dos contextos na qual ele está inserido de modo mais eficaz, desta forma a criança mesmo que não participe diretamente das diversas situações possa demonstrar compreensão, desejos e vontades.
Este tipo de material é direcionado as crianças pequenas que possui dificuldade na comunicação e que não consiga interagir dentro dos diversos contextos em destaque a criança autista que tem como principal característica  um atraso na comunicação, este recurso deve ser apresentado pelo professor do AEE para que sua utilização seja possível nos diferentes contextos desde que a comunicação seja necessária.
Abaixo a representação visual:
Fonte: www.assistiva.com.br/ca.htm  
  
Material:
Figuras e fotos diversas que represente situações do cotidiano
Papel cartão laranja, verde, rosa, amarelo  e branco.
Tesoura e cola.
A cor amarela representa sujeito;
Laranja o substantivo;
Verde o verbo;
Rosa cumprimento;
Branco símbolos diversos.
O professor irá utilizar estes cartões como forma de comunicação propondo que ele responda as situações com o uso da figura, entretanto deve-se tomar cuidado para que este não seja o único sistema de comunicação desta criança e que mesmo com o uso destas figuras representativas o mediador ( seja ele professor do AEE professor da sala comum, equipe escolar e família)  deve responder e questionar de forma oral a fim de propor diversos tipos de comunicação.
Referencia bibliográfica: http:
CARVALHO, Glória  in AVELAR, Telma - Linguagem e autismo: Fatos e controvérsias disponível em  http://www.ufpe.br/proext/images/publicacoes/cadernos_de_extensao/saude/autismo.htm.
TONY, charman 2005-Autismo e seu impacto no desenvolvimento infantil disponível em
www.assistiva.com.br/ca.html [visita 08/06/2014]


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Surdoceguera e DMU (deficiência múltipla), semelhanças e diferenças que devem ser consideradas durante o processo de ensino e aprendizagem.
Para que o desenvolvimento durante o processo de ensino e aprendizagem da criança com DMU e surdocegueira ocorra de forma efetiva alguns aspectos devem ser considerados por professores a profissionais de forma a traçar estratégias  durante processo de desenvolvimento da criança, para tanto é de fundamental que suas dificuldades e habilidades sejam respeitadas levando em consideração características  específicas da deficiência ou das deficiências ( no caso da criança com DMU).
De qualquer forma para que tal analise de inicio é importante ter claro o significado de surdocegueira e DMU a fim de identificar ou levantar previamente características típicas a fim de propor situações que favoreça o desenvolvimento conforme sua definição;
Surdocegueira caracterizada como uma única deficiência é diagnosticada com a perda da audição e visão concomitantemente de forma a impossibilitar o uso dos sentidos de distancia assim como a necessidade de uma adequação na comunicação e interação com o mundo que a cerca.
Segundo Telford & Sawrey (1976) descreve a surdocegueira como perda de visão e audição de forma a comprometer suas limitações e adaptações nas diferentes situações com o meio.
Desta forma a criança com surdocegueira para interagir no meio precisa aprender a utilizar os sentidos remanescentes dos resíduos visuais e auditivos existentes assim como os demais sentidos.
Myklebust (1971)  descreve que o sentido de distancia é substituído pelo sentido guia no caso da criança com surdocegueria.
São tipos de Surdocegueira: 
Cegueira congênita e surdez adquirida
Surdez congênita e cegueira adquirida
Cegueira e surdez congênita
Cegueira e surdez adquirida
Baixa visão com surdez congênita ou adquirida
Múltipla deficiência sensorial:
Surdez com deficiência mental leve ou severa
Surdez com distúrbios neurológicos, de conduta e emocionais.
Surdez com deficiência física (leve ou severa)
Baixa visão com deficiência mental leve ou severa
Baixa visão com distúrbios neurológicos, emocionais e de linguagem e conduta.
Baixa visão com deficiência física (leve ou severa)
Cegueira com deficiência física (leve ou severa)
Cegueira com deficiência mental (leve ou severa)
Cegueira com distúrbios emocionais, neurológicos, conduta e linguagem.
Em alguns casos é possível a aquisição da fala dependendo do resíduos existentes.  

DMU Deficiência múltipla. Tem como principal característica a deficiência auditiva ou visual associada com uma ou mais deficiências geralmente mental ou física, assim como distúrbio neurológico, emocional, linguagem e desenvolvimento global. Geralmente a criança com deficiência múltipla apresenta uma saúde frágil o que acarreta internações constantes que em alguns casos acarreta em um atraso ainda maior durante o desenvolvimento, possui dificuldade de comunicação, interação com o meio e estímulos apresentados e provoca sons locais taticamente com as mãos, olhos e pés.
Mesmo com características bem especificas as crianças com deficiência múltipla e surdocegueira em geral possui dificuldades na comunicação e interação com o meio, pensando nisto é necessário que o professor leve em consideração as habilidades, necessidades e especificidades de cada criança considerando resíduos e atividades satisfatórias que vem com esforço positivos, antecipando ações e rotina de forma a não surpreender a criança , utilizando os demais sentidos como referencia durante seu aprendizado, estabelecendo uma linha de comunicação acessível e compreensível a  todos a sua volta como Libras Tátil e caixa de comunicação.

Referencia bibliográfica:
Revista Nova escola – O que é Surdocegueira? 08/2012 disponível em   http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/surdo-cegueira-deficiencia-multipla-inclusao-636397.shtml visita 19/04/2014.
MEC - Dificuldades de comunicação e sinalização Brasilia 2006 disponível em:

segunda-feira, 10 de março de 2014

Educação escolar e AEE para pessoa com Surdez. 
 A Politica Nacional de Educação Inclusiva vem na contra mão de paradigmas antes propostos que colocava a pessoa com surdez como um incapaz de ser inserido em uma cultura que propõe desenvolvimento da pessoa através da oralidade, está politica não pensa nessa ou aquela pessoa com deficiência e sim em habilidades e necessidades diferentes. Enquanto isto a pessoa com surdez fica no meio de um empasse politico entre gestualidade e oralidade, sofrendo ora com uma educação que pensa em oralizar, outra que pensa em uma comunicação apenas gestual, o que tem separado a pessoa ouvinte da pessoa com surdez, impedindo a troca entre os pares fundamentais para o desenvolvimento educacional, cognitivo, afetivo e social. Entretanto o decreto 5.626 de dezembro de 2005 propõe que a educação da pessoa com surdez seja oferecida através do ensino de Libras com uma educação bilíngue, sendo Libras como primeira língua e língua portuguesa como segunda língua. Desta forma a educação da pessoa com surdez parte do principio de uma educação igualitária, entretanto a aquisição da língua não garante uma educação de qualidade. A educação da pessoa com surdez assim como as crianças ouvintes devem partir do principio que está criança possui habilidade e necessidades servindo como referencia para o seu desenvolvimento, com praticas pedagógicas inclusiva que parte do pressuposto que a criança com surdez tem potencial de se desenvolver assim como a criança ouvinte. O professor, educador e familiar da pessoa com surdez devem ter em mente que a ruptura com o mundo ouvinte em hipótese alguma é um sinal de desrespeito as necessidade da pessoa com surdez, assim como a cura da deficiência muito comum na fala e expectativa de pessoas que convivem com pessoas com deficiência. A educação bilíngue vem propor que a criança surda tenha uma educação que baseada no desenvolvimento de habilidade e potencialidades fundamentais para o seu aprendizado, assim como o pensamento pós-moderno que fala de um ser descentralizado que se desenvolve como um todo, capaz de construir varias linguagens, tais como : Ler, escrever, falar, reduzindo significativamente o conhecido mundo do surdo. Desta forma educadores devem pensar em uma educação com na aquisição da LIBRAS e da Língua Portuguesa assim como seus aspectos fonológico, morfológico e semântico, explorando seus aspectos sociais e familiares, com uma ambiente estimulador e desafiador. Atendimento Educacional Especializado. O Atendimento Educacional Especializado para pessoa com Surdez, propõe que a pessoa com surdez seja atendido em três linhas AEE de Libras, AEE em Libras e AEE de Língua Portuguesa. Estes atendimento parte do pressuposto que a pessoa com surdez possui potencialidades a serem exploradas, respeitando diferenças através de uma educação bilíngue, unido teoria e pratica através de ações pedagógicas. Levando o aluno a pensar junto com seus educadores nos princípios básicos para sua aprendizagem tais como: Pensar, questionar, elaborar estratégias, situações conflituosas, vivencia e conquistas. O planejamento deve ser definido conforme conceitos que a pessoa com surdez trás e o currículo oficial, respeitando alguns preceitos e conteúdos fundamentais para tal faixa etária, propondo a aquisição dos conteúdos conforme o grupo na qual está inserido, a aquisição da Libras como referencia na comunicação, ambientes estimulantes e adequados para a aprendizagem, o interprete om mediador de conversar, professores e equipe que possua habilidades e conhecimento na Libras (não em português sinalizado), e professores comprometidos na aprendizagem do aluno com surdez. Aee de Libras,propõe o ensino de Libras para a criança surda, este atendimento vem como apoio na aquisição da Língua fundamental na sua comunicação, propondo que este conhecimento não seja exclusivo para a comunicação mas para o uso na leitura, escrita, produção de texto, comparação de escrita. Este atendimento também propõe a construção de sinais ainda não existente na cultura surda a fim de facilitar o aprendizado do aluno dentro do contexto escolar. Aee em Libras, trás para a pessoa com Surdez conceitos e termos científicos apresentados dentro do contexto escolar de forma que ele possa compreender e entender conteúdos muitas vezes complexos para o aluno com surdez, partindo das dificuldades e necessidades apresentadas durante dentro da classe comum, de qualquer forma este atendimento deve ser oferecido com recursos materiais visuais e táteis que facilitem o aprendizado através de estímulos visuais. Aee de Língua Portuguesa,destinado exclusivamente ao ensino da Língua Portuguesa este atendimento tem a função de ensinar conceitos e conteúdos exclusivo da Língua Portuguesa, independente da Libras. Desta forma a educação da pessoa com surdez deve ser vista de forma a beneficiar todos os preceitos e direitos propostos na Politica Nacional de educação inclusiva.

Referencia bibliográfica:
MACEDO, Mirlene Ferreira . Educação Escolar Inclusiva das Pessoas com Surdez na Escola Comum: Questões Polêmicas e Avanços Contemporâneos. In: II Seminário Educação Inclusiva: Direito à Diversidade, 2005, Brasília. Anais... Brasília: MEC, SEESP, 2005.  P 46- 47

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

DESENHOS EM AUDIODESCRIÇÃO PARA O TRABALHO EM SALA DE AULA.
NATAL TURMA DA MÔNICA.
Quando chega dezembro o espirito do Natal nos contagia e traz a tona sensações e pensamentos característico desta época, no caso da criança com deficiência auditiva não poderia ser diferente, pensando nisto relaciono abaixo um vídeo da turma da Mônica que traz a tona cooperatividade e amizade. Assim do espirito de Natal hoje representado na infância pela figura do Papai Noel. 
Quando se pensa na criança com cegueira um recurso ainda pouco usado e que pode ser aproveitado no contexto escola é audiodescrição,  desta forma as crianças podem usufruir de forma detalhadas de situações que a visualmente a criança é incapaz de perceber.
Desta forma o professor é capaz de trabalhar detalhes de situações antes não percebida pela criança com cegueira.
Esta criança deve se sentir participativa inclusive na riqueza de detalhes propostos para toda a turma.

domingo, 20 de outubro de 2013

Deficiência intelectual. 


A criança com deficiência intelectual apresenta um atraso no seu desenvolvimento cognitivo que acarreta dificuldades durante o processo de aprendizagem, expresso principalmente na memória, percepção, metacognição e desenvolvimento psicomotor, de qualquer forma o Atendimento Educacional Especializado tem coo principal objetivo estimular a criança partindo do que ela apresenta de dificuldade.
Desta forma através dos jogos e brincadeiras a criança pode desenvolver habilidades fundamentais para o seu desenvolvimento, tendo em vista que algumas características são comuns tais como: pouca atenção, instabilidade psicomotora, ausência de iniciativa, dificuldades com as regras, baixa autoestima e fragilidade.
Tais estímulos devem vir acompanhados de comportamentos de incentivos e respeito importantes para a criança com Deficiência intelectual.
Exemplos de jogos e brincadeiras que podem ser utilizados para estimular a criança com deficiência intelectual:
Boliche numérico:
Este vídeo ensina como confeccionar um jogo que auxilia a criança na percepção visual assim como no desenvolvimento psicomotor.


 
Materiais necessários:
Garrafas pet;
Papel crepom,  
papel cartão,
areia,
cola.
Objetivos:
Desenvolver raciocínio lógico, 
Percepção visual,
Desenvolvimento psicomotor, 
Linguagem oral,
Jogo da memória



Através do jogo da memória é possível estimular a percepção visual, memoria, raciocínio lógico, lateralidade, praxia e linguagem  comuns na criança com deficiência intelectual;
Materiais:
Papelão, 
vinil adesivo ou contact colorido, 
letras e figuras diversas.
O professor do AEE pode utilizar os dois jogos apresentados para estimular a criança com deficiência intelectual levando em consideração as suas especificidades.
Fonte:
  

domingo, 8 de setembro de 2013

Tecnologia Assistiva através do sopro.

Esta pesquisa tem como principal objetivo descrever um dos recursos disponíveis para a pessoa com deficiência física, levando em consideração os seguintes aspectos: Tetraplegia, movimento apenas de apontamento na mão direita e prensão mínima em uma das mãos.
Um recurso tecnológico disponível através de um software especial de acessibilidade conhecidos como simuladores de teclado e mouse leva em consideração o apenas o sopro.Através dele o aluno no caso da foto abaixo com 37 anos pode desenvolver as suas potencialidades cognitivas por um sistema de varredura que obedece aos comandos do sopro.Este sistema aparentemente simples garante, por exemplo, que um aluno possa se desenvolver de forma a adquirir conhecimentos como o da  leitura e escrita.
Com um microfone acoplado a sua cabeça este aluno capaz de enviar comandos para o computador através do sopro permitindo desenha, escrever, ler e jogar de forma eficaz o que há alguns anos lhe era impossível, deve ficar claro que este programa também responde a ruídos movimentos involuntário do corpo.
Este entre outro programas estão disponíveis gratuitamente no site:


O Microfone é fixado à Cabeça
Todos os Periféricos são reposicionados para facilitar o trabalho.


Comandando o Computador com Sopros no Microfone.


Referência bibliográfica:
Cartilha Tecnologia assistiva nas Escolas: Recursos de acessibilidade sócio-digital para pessoa com deficiência.
Disponível em:

segunda-feira, 29 de julho de 2013

AEE_FECHAMENTO_TATIANE

Tendo como principal objetivo garantir as crianças público da educação especial autonomia na vida escolar o professor do AEE deve proporcionar situações de aprendizado as criança através de recursos de tecnologia assistiva garantindo assim autonomia durante as atividades escolares.
Nesta  perspectivas o professor do AEE tem  função avaliar e investigar  as necessidade, potencialidades e especificidades de cada crianças, para que isto ocorra é necessário que professor do AEE articule junto a família, professor da sala comum e comunidade escolar levantando recursos disponíveis e necessário a fim de garantir um bom desempenho da criança em sua rotina.Desta forma é fundamental que o professor realize estudo de caso levantando a vida da criança com dados importantes durante o seu processo de desenvolvimento desde seu nascimento, levantando materiais,  equipamentos e recursos que auxilie a criança durante a sua vida escolar.